"O pijama é o túmulo do amor" disse Millor Fernandes.
Ele queria dar-lhe um presente, ela não sabia o que deveria escolher.
Olhava as vitrines da lojas mas nada a agradava, nada lhe chamava a atenção.
Ele deixou-a livre para escolher, podia ser qualquer coisa ou tudo. Esse era o grande problema... quando se pode ter tudo não há nada que realmente interesse.
De repente veio a idéia, entrou na loja e pediu: "pijama sem bichinhos, sem ursinhos fofos, cachorrinhos ou menininas. Apenas um pijama".
Uma, duas, três, cinco lojas e nada.
Ela queria apenas um pijama que não a deixasse parecer uma idiota. Não queria enterrar o amor nesse túmulo.
Só um pijama.
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