terça-feira, 8 de setembro de 2009

Os papéis - parte I - "Mãe"



"É o meu melhor papel" - ela dizia
Sempre pensou que ser mãe era o que fazia de melhor em sua vida.
De todas as funções que uma mulher pode ter, e outras que a vida impõe, tinha certeza que ser mãe era seu destino.
Acreditava que todo ser humano vem predestinado, ela certamente estava predestinada à maternidade.
Tudo era agradável quando carregava no ventre o fruto de sua missão na terra, o filho.
A barriga, o peito, o colo, as canções de ninar, a preparação para a chegada, pura mágica de quem cumpre o seu destino.
Mas na realidade ela não tinha a menor idéia do que fazer com aquela pequena incógnita, aquele animalzinho faminto e voraz que reclama seu peito e sua presença incessante e permanentemente.
"É o meu melhor papel" - era o que ela dizia.

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