quinta-feira, 19 de novembro de 2009

18 de novembro de um ano qualquer




Combinaram o dia e a hora do encontro, sem ao certo saber o que os esperava.

Fazia tanto tempo...

Tantas coisas aconteceram durante esse período...

Todo reencontro é um pouco desajeitado, mas depois de tantos anos... qual será o jeito de encontrar?

Ele pensava: "o que ela vai dizer?"

Ela dizia: "o que ele vai pensar?"

Mistura de ansiedade, medo, saudade e dúvida.

Eles se lembravam muito bem um do outro, características físicas, jeito de olhar, a voz, os trejeitos, os sentimentos. Era certo que haviam mudado muito, envelheceram, tinham histórias dolorosas pra contar... tinham muito o que falar.

Às 13hs de um dia 18 de novembro de um ano qualquer eles se reencontraram e surpreenderam-se em ver que, apesar do tempo, eram os mesmos. Reconheceram-se no olhar, no toque, e perceberam que o tempo não havia passado.

2 comentários:

  1. Seu relato é uma imagem perfeita. Luz intensa sobre sentimentos reais.Imagem forte e ao mesmo tempo agradável de se ver, com um toque onirico. Tenho até a impressão que vivi esse momento também.Imagem perfeita.

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  2. Eu te achei aqui e tô babando nas suas histórias...

    Confusão de sentimentos é o que eu sinto: saudosa por te ver em cada linha, ao mesmo tempo que cada relato mata um pouquinho da saudade...

    Sá... te admiro!

    Abraço mais que fraterno e o meu carinho!

    Anna Paula (sua ex-paciente e amiga prá sempre!)

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